Um sonho inesquecível

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Quando era criança, tive um sonho com Jesus. Tentei colocar em palavras, mas jamais conseguirei descrever o indescritível. Acredito que todos somos a criança e Ele sempre será Jesus.

 

Eu estava meio distraída,

Mas Jesus olhava para mim.

Eu pensava que fosse um momento sem muita importância,

Mas Jesus tentava chamar a minha atenção,

Naturalmente,

Sem grandes espetáculos,

Sem vendavais,

Apenas através do olhar carinhoso.

Eu teimava em não olhar,

Não por maldade

Mas por distração.

Eis que, por acaso, e também por distração, olho adiante

E O vejo.

Não por acaso.

Mas porque Ele olhava para mim.

Fui apanhada por um sentimento arrebatador inesperado.

Sem entender o que me acontecia, Ele me sorriu.

E eu sorri de volta, pois era a única coisa que poderia fazer diante daquela força misteriosa, maravilhosa e inebriante.

Continuei olhando adiante, dessa vez não por acaso,

Mas por vontade de vê-LO.

Para minha surpresa, Ele continuava lá, observando-me e querendo falar comigo.

Comigo!?

Como assim comigo!?

E, num relance de olhar, Ele disse tudo sem proferir uma palavra sequer.

ELE, infinitos patamares luz à minha frente, no espaço sem fim, projetados em apenas alguns degraus de distância de uma simples escada, de uma escola primária, e eu.

Poderia Ele seguir sozinho…

Mas, por um amor intraduzível, queria me esperar e queria que subíssemos a escada juntos.

Acreditem, Ele me encorajava com o olhar a cada degrau.

E, então, eu subia também.

Quando eu pensava que Ele fosse seguir sem olhar para trás,

Deixando-me sozinha e sem direção,

Para o espanto de meu pobre espírito insensato,

Ele regressava o olhar amoroso até mim,

Virando-se, em minha direção, e dizendo-me em pensamento:

“Olha, eu estou aqui, com você. Estou lhe mostrando o caminho. Não tenha medo de subir essa escada. Venha comigo. Espero por você há tanto tempo.”

Meu espírito se envolvia de um encorajamento que eu não sabia existir em meu interior e a vontade de estar perto Dele fazia-me sair da inércia e subir mais um degrau nessa longa escalada.

E, assim, eu sigo, às vezes estaciono, às vezes entro em pânico, às vezes titubeio e, às vezes tropeço, distraída que sou.

Mas sigo, pois logo Ele vem me encontrar, com seu olhar amoroso e seu sorriso confiante, dizendo-me:

-“Sobe, sobe”.

 

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