TESOURO ESCONDIDO

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Não adianta termos pressa,

A vida escoa no seu tempo e em seu ritmo.

Não adianta pretendermos o controle,

A vida acontece de acordo com os propósitos que o Divino traçou para nós

Embora estejamos em perpétua construção de nossa própria realidade,

O que não significa que atingiremos a ilha encantada e descobriremos o tesouro escondido tão -somente porque seguimos o mapa, tão -somente porque trilhamos a rota antecipadamente.

O que talvez não percebamos é a finitude da viagem,

O cheiro do mar ao longo do caminho,

O embaralhar das nuvens em meio à vastidão do céu.

O que talvez não percebamos é o carinho escondido no olhar de quem nos acompanha,

O frescor da primavera que nos indica mudanças significativas em nós mesmos.

Que a finalidade de tudo não é encontrar o tesouro prometido e sim percorrer o caminho enquanto tentamos encontrá-lo.

O modo como passaremos por esse caminho,

Se confiantes ou incrédulos,

Se leves ou pesados,

Se tristes ou felizes,

Se ferindo ou se se protegendo com demasiados escudos,

É o que fica.

O tesouro, enfim, talvez nunca seja encontrado, mas a intenção que subjaz essa procura é válida, pois capaz de mover o espírito humano.

Como nos movemos nessa busca infinita, se ansiosos ou equilibrados,

Se com amor ou com vazio,

Se desesperados ou esperançosos,

É o que conta. Não é a nota final o escopo disso tudo, mas o aprendizado de que não nos damos conta.

De que vale, então, termos pressa?

A vida seguirá o seu ritmo e nunca haverá o suficiente. O tesouro sempre estará lá, na ilha encantada, a ser encontrado.

 

 

 

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