Silêncio

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É no silêncio que a vida acontece,

Apesar de todas as buzinas e estrondos alucinantes da rotina moderna.

É no silêncio de um olhar apaixonado,

Que o amor convida duas almas a se entregarem.

No silêncio de um olhar compenetrado

Que vidas são salvas por médicos abnegados.

No silêncio da convivência quase ignorada,

Que pessoas aprendem a se respeitar.

Quando há gritos, discórdia, não há vida.

O que há são ruídos, intempéries.

A verdadeira vida, aquela que emociona, que se faz inesquecível, acontece nas trincheiras do invisível,

Quando não tem ninguém olhando,

Mas todos estão sentindo, vibrando na mesma sintonia de paz e serenidade.

É no silêncio, então, que a verdadeira vida se faz.

Começa um pouco tímida, mas logo vai se ajeitando em meio ao turbilhão das necessidades humanas, encontrando uma brecha, ainda que ligeira, no coração dos atarefados,

Quando nos permitimos parar e pensar mais um pouco, antes de qualquer coisa.

E, assim, vai eclodindo o despertar do ser que antes só se dedicava aos ruídos, que passava em branco pelo estonteante silêncio observador que nada vê mas tudo sente.

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