Rosa Roubada

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À maternidade perdida

Quantos beijos,

Quantos abraços,

Quantas frases do tipo “Eu te amo” nos foram roubados durante os anos?

Quantos sorrisos, quantas motivações, quantos olhares de amor

Foram perdidos com o tempo que não volta.

E que deixa uma saudade intransponível.

Quantas alegrias que ficaram esperando um “depois” que nunca chegou e nunca chegará…

Porque passou. Passou o tempo, passou a magia, passou a inocência, passou a vibração.

A alegria foi substituída pelo dever cego.

O dever do nada, que troca inutilmente aquilo que é importante por aquilo que acreditamos ser importante.

Fechamos os olhos simplesmente.

Fechamos os olhos para os pedidos incessantes de abraços apertados,

Fechamos os olhos para os pedidos constantes por nossa companhia.

Fechamos os olhos para as birras que têm por motivo a ausência de nossa presença.

Afinal, não podemos perder a hora, não podemos perder o bonde.

Estamos atrasados.

E, quando chegar lá na frente, bem lá na frente,

E pudermos olhar para trás,

Perceberemos que o bonde, dessa vez, passou desde há muito,

E que o tempo, de fato, não voltará, já escorreu pelas mãos,

E que aquilo que acreditávamos ser imprescindível, afinal, não era tão importante assim…

 

 

 

 

 

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