Late years

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Suddenly time has come… for what seemed would never become

His hair turned white.

His beard, previously blackish, gained light outlines, very light.

His face, before naturally stretched, became wrinkled, naturally wrinkled.

It was like a quantum leap.

He looked at himself in the mirror and, all of the sudden, did not recognized himself anymore.

Strangely, how even his eyes did not seem the same.

Before, active and confident, now shy and bashful.

Life has passed so fast, as he would never have imagined it would.

“lucky man”, he should think, as these are traces that he has lived, loved, got disappointed and learned.

But he was still not satisfied with what seemed his end.

He was suprised by himself, since his heart was gigantic and he was not conformed to the sad end that foreshadowed.

Sometime, somewhere, at some point in his story, he had lost himself and, now, in vain, was trying to find oneself again.

But yes, he thought, there is still time, since his heart was beaten like a boy’s,

His willingness vibrated as much as in his youth,

No, definitely not, life could not be only this,

So predictable and melancholic.

When had he stopped wondering about the world around him? Where did his gaze stuck?

Yes, for a long time he had no longer noticed the birds whooping at his window, the flowers coloring his garden…

Nor the children running by, overflowing joy at any school’s gate,

Nor the parakeets making their scandalous fuss wherever they passed,

Nor the stars painting the sky on special nights,

Nor the moon, strategically positioned to illuminate the most romantic dreams of dawns.

Oh, the sun… he could never forget the sun.

The sun, the great star, capturing energy to Earth, touching his slender body during every morning of his life.

How could have he forgotten to thank the sun?

And, now, that everything seemed to end, he felt a very strong loneliness within.

He then began to thank for every drop of water, for the daylight, for the little happiness to be drawn in the sunset of his existence.

And, then, life kissed him with a sweet and gentle wind.

And the late years were, undoubtedly, the best ever lived.

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Os benefícios do esporte para a saúde mental

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Não precisa ser um grande esportista e tampouco participar de grandes competições para perceber os benefícios do esporte também para a nossa saúde mental.

A sensação de bem-estar, tão propagada pela medicina, através da ação dos hormônios liberados durante a transpiração, não é a única vantagem da prática esportiva, independentemente de sua modalidade.

Assim como na vida, no esporte somos também testados quanto à nossa capacidade de superação e, ao mesmo tempo, ao respeito aos nossos limites. Desenvolvemos a dedicação e a disciplina e aprendemos a lidar com as derrotas e vitórias. Sim, até mesmo as vitórias precisam ser trabalhadas em nós mesmos. Entender que estávamos em circunstâncias melhores, momentos mais benéficos, que fizemos um treino mais apurado, faz com que nosso adversário não se torne um eterno perdedor. Trata-se apenas de alguém que não estava nas melhores condições físicas e mentais. E , muito menos nós, seremos para todo o sempre inveterados vencedores. Sempre haverá vitórias e derrotas. Na vida e no campo, na quadra, na raia, no tatame… Saber lidar bem com os êxitos e os fracassos é o segredo, a chave. Não desistir, mas saber a hora de parar. Não se diminuir, mas também não se agigantar demais. Entender que o mais terrível dos adversários somos nós mesmos, com todas as nossas dores, teimosias, inconsequências e egocentrismo.

A plateia também sempre nos trará consequências, positivas ou negativas, a depender de cada um. Há excelentes jogadores que se afugentam em grandes clássicos. Por outro lado, há os que brilham justamente nos momentos decisivos. Manter a nossa estrela acesa nos períodos mais cruciais, de crises infinitas, sem que a opinião alheia afete o nosso modo de jogar/viver, também é um grande desafio, mais uma vez, na vida e no campo, quando os holofotes estão sobre nós.

A manutenção da calma, do equilíbrio, da serenidade pode fazer a diferença entre a medalha de ouro e a desclassificação.

Estimular e incentivar uma criança à prática esportiva é saber oportunizar a ela a escolha por uma modalidade que lhe pareça prazerosa, sem submetê-la a qualquer tipo de constrangimento ou pressão para ser o melhor ou para suprir as expectativas familiares. Há de se lembrar que o esporte, por si mesmo, é um aprendizado para a vida, com todos os seus acertos e desacertos. É nele que ensaiamos as nossas primeiras decepções e conquistas e a maneira de lidar com todos esses sentimentos que começam a borbulhar.

Sem que uma característica seja, necessariamente, excludente da outra, a preferência por esportes coletivos pode significar uma personalidade mais propensa ao espírito colaborativo, ao trabalho em equipe, à capacidade de liderança. Ao passo que a predileção para esportes individuais sugerem personalidades mais introspectivas, centradas no autodesafio e na capacidade de superação a si mesmo. Todas essas inclinações devem ser respeitadas e jamais impostas por quem quer que seja. Ao contrário do que possa parecer, a pressão familiar para que a criança se destaque nesse ou naquele esporte, a longo prazo, poderá configurar mais desestímulo que um encorajamento. Nascemos para a liberdade. Quer queiramos ou não, ela é ínsita a cada um de nós.

Por isso, tanto faz se somos ou não os primeiros. Tanto faz se subimos ou não no pódio. O importante é estar bem, estar feliz com a forma como jogamos. No palco da vida e no palco dos esportes.

 

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